Artigo – O Contrabaixo

Por: Voila Marques

O ideal é que o aluno já tenha o contrabaixo ao começar seus estudos.

Caso você não o tenha, muitas escolas disponibilizam o contrabaixo para estudo. Procure se informar quanto aos horários oferecidos porque, muitas das vezes, eles são incompatíveis com os horários dos alunos, o que torna o estudo viável, mas impraticável.

Outras possibilidades: comprar um contrabaixo a prestação (algumas lojas fazem em até 10x com juros), alugar o contrabaixo de alguém, arrumar um emprestado de um colega, dividir o horário de estudo com alguém que tenha instrumento ou mesmo fazer parte de uma igreja que tenha contrabaixo, em troca de serviços como tocar em cultos e/ou missas.

Mais uma vez, volto a escrever que se você não conseguir arranjar uma solução prática para o problema da falta de instrumento e, mesmo assim, ainda quiser estudar contrabaixo para que ele seja uma atividade de lazer ou mesmo para diminuir o estresse natural da vida, converse com o seu futuro professor e seja franco com ele. Muitos professores e muitas escolas de música não aceitam alunos com esse tipo de objetivo, e isso evita aborrecimentos multi-laterais no futuro nada remoto.

Se você quiser levar a sério o estudo do contrabaixo, mas estiver sem solução para a falta de instrumento para estudar sugiro, primeiramente, que você tente juntar dinheiro para comprar um. Caso isso também seja inviável, a solução talvez seja adiar o sonho de ser contrabaixista para quando a situação permitir, e tentar estudar um instrumento mais acessível financeiramente, como um violão, um trompete, uma flauta-doce ou canto.

A falta de tempo suficiente para estudar e a falta de dinheiro para se manter na Música são, para mim, os dois maiores fatores de desistências nas escolas de música. Antes de desistir, existem muitas soluções paliativas. O importante é que cada um tente a sua e vá em frente.

Aspectos importantes na escolha do Contrabaixo:

Timbre: se você quiser um timbre claro e penetrante, não compre um instrumento que tenha um som muito redondo. Se quiser um timbre profundo e aveludado, não compre um instrumento com som claro e magro. Vai gastar muito dinheiro logo depois procurando as cordas que possam resolver teu problema, sem grande sucesso, e alguns anos mais tarde vai acabar precisando trocar de instrumento!

Diapason: Não compre um instrumento grande demais, nem um pequeno demais. Considere o tamanho de suas mãos, sua altura. Também, à paridade de afinação, cordas longas são mais tensas que cordas curtas. Em alguns casos, é preferível ter uma ou outra.

Fundo: Que música você toca? Para orquestra, um fundo esculpido tem a tendência a funcionar melhor, para jazz ou popular um fundo chato é preferível. Isso, é claro, em linha gerais. Sempre temos surpresas!

Tampo: Procure por rachaduras no tampo e no fundo na posição da alma.

Cavalete: Veja a altura do cavalete. Para um baixo 3/4, 16 cm é suficiente. Se tiver um cavalete menor, o porque o ângulo do braço é pequeno, o que não ajuda na resposta das cordas e pode atrapalhar na hora de tocar com arco, pois pode não haver espaço suficiente nos Cs.

Espelho: O espelho tem pelo menos 8 mm na borda? Se tiver, ótimo. Se não, vai poder precisar de uma troca de espelho em breve!

Cordas: Vem com boas cordas, e razoavelmente em bom estado? Se não, considere que vai gastar pelo menos um 500 reais a mais para repô-las.

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