Artigo – Gastos com o estudo do Contrabaixo

Por: Voila Marques

Mensais:

a) Métodos e partituras originais para contrabaixo, mas o mais comum é fazer cópia desse material;

b) Passagens semanais (onibus, metrô, etc), se você não tiver gratuidade em sua cidade.

Normalmente, o aluno tem 01 aula de contrabaixo por semana. Quando alcança um nível avançado, pode chegar a ter 02 aulas por semana.

Eventuais:

a) Troca de encordoamento. As cordas são caras, mas duram de 02 a 06 anos, dependendo do uso;

b) Regulagem do cavalete. Normalmente esse serviço (feito por um luthier), é providenciado quando se compra um contrabaixo novo, ou quando se procura algum resultado específico, e não é caro;

c) Troca da crina do arco. A crina é feita do cabelo do rabo do cavalo, e dura entre 01 e 03 anos. A cor da crina (branca ou preta) fica a critério do contrabaixista. Dê preferência às naturais (não-sintéticas);

c) Troca de cavalete. Serviço feito somente se ele empenar ou quebrar;

d) Passar uma lima no espigão do contrabaixo (“pé”), para que ele não deslize. Esse serviço pode ser feito em casa ou em algum lugar que tenha um esmeril, e é barato. Se o contrabaixo usar borrachinha, ela precisará ser trocada quando estiver gasta.

“Luxos” úteis ou necessários?

Necessários:

a) Uma boa capa de contrabaixo, se possível com alças e bolsos. Para o dia-a-dia, não há necessidade de revestimento com espuma grossa;

b) Estante de música leve pois, eventualmente, você precisará levá-la dentro da capa. Não se esqueça de negociar a permanência dela em casa com quem contratar você para tocar;

c) Caixa de arco. Se possível, de madeira ou um tubo de PVC revestido de espuma. Se couber a resina, melhor. No início, dá para levar numa reles capinha feita pela vovó, mas mesmo assim tome cuidado para não quebrar a “preciosidade”.

Úteis:

a) Rodinha para colocar no espigão. Com ela, você consegue andar longas distâncias sem ter que carregar o contrabaixo, e até atropelar os pedestres mais incautos que não saiam a tempo da sua frente;

b) Alça para carregar o contrabaixo a tiracolo. Ótima para transportar o contrabaixo e ficar com as mãos livres e maravilhosa para subir escadas sem precisar “amassar” as mãos. Fica parecendo que você está carregando uma bolsa de elefante;

c) Um tipo de “manivela” para trocar as cordas de contrabaixo. Facilita e muito, o serviço, porque tirar no mãozão é uma canseira. Felizmente, isso é feito no máximo uma vez a cada 2 anos. As tendinites ficam doidinhas nesse dia…

Úteis e Inconvenientes:

a) Capa para viagem de onibus (longas distâncias). Forrada de espuma grossa, protege bem o instrumento;

b) Case para viagem de avião. Muito cara e trambolhuda. As mais caras são feitas sob medida e têm até air-bag. O melhor é torcer para seu contrabaixo ter fobia de avião.

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