Artigo – Sete Notas

Frei GuidoSe a música é a arte de tocar e ouvir, como então passá-la de geração para geração numa época em que não existiam gravações, fonógrafos, CDs, etc?

O responsável por tudo o que conhecemos hoje foi um Monge, Guido d’Arezzo, o primeiro a elaborar e adotar a escrita musical em pauta, definiu as claves para registrar os sons e suas características. Dessa forma, o Monge registrou todos os cânticos de louvor, para que os mesmos não perdessem suas estruturas ao longos das gerações.

Antes dele, já se nomeavam as notas musicais segundo o alfabeto, mas não se diferenciavam suas nuances, duração e os diferentes tons, e não chegava a ser considerado um registro musical. Foi então que o Frei Guido, que viveu entre 995 e 1050, definiu uma primeira partitura, e denominou as Sete Notas segundo um Hino a São João Batista:

UT Queant Laxais (Para que possam)
REsonares Fibris (Ressoar as maravilhas)
MIra Gestorum (De teus feitos)
FAmulti Tuorum (Com largos cantos)
SOLve Polluti (Apaga os erros)
LABII Reatum (Dos lábios manchados)
SAncte Ioannes (Ó São João)

Anos mais tarde, o DÓ (UT) e o SI (SA) foram renomeados. Mas, devemos a Frei Guido a padronização da passagem do conhecimento musical até os dias de hoje.

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